"São Paulo. 5:03 da manhã sinto a ferrugem, telefone continua calado. Chego em casa, tomo meu wisky e alimento mais a minha solidão. O gosto amargo insiste em permanecer no meu corpo. Corpo… corpo… está nu… gelado com o peito ardendo, gritando por socorro, prestes a cair do 14º andar. A sacada é curta, o grito é inevitável… Eu vou acordar o vizinho, eu vou riscar os corpos, eu vou te telefonar… e dizer que eu só preciso dormir."
— Marcos Valadão Rodolfo.
— Marcos Valadão Rodolfo.